Étno Biocréditos Parintintin

Créditos de Biodiversidade

O Projeto Etnobiocréditos Parintintin é uma iniciativa liderada pelo Povo Parintintin do Amazonas, por meio da Organização do Povo Indígena Parintintin do Amazonas (OPIPAM) e da Associação do Povo Parintintin da Terra Indígena Ipixuna (APPTI), abrangendo as Terras Indígenas Nove de Janeiro e Ipixuna, no sul do Amazonas (Humaitá).

O projeto busca reconhecer e gerar valor econômico a partir da conservação da biodiversidade realizada pelas comunidades indígenas em seus territórios, integrando conhecimento tradicional, governança indígena e ciência para mensurar resultados de conservação e viabilizar a geração de créditos de biodiversidade.

Mais do que um mecanismo de conservação, o projeto estrutura uma fonte de receita de longo prazo para as comunidades, fortalecendo sua autonomia para investir em prioridades definidas pelo próprio povo, como monitoramento e proteção territorial, soberania alimentar, infraestrutura comunitária e novas ações de conservação e regeneração da biodiversidade.

Com duração prevista de cinco anos e mais de 400 indígenas diretamente beneficiados, a iniciativa é desenvolvida com o apoio da Kanindé, Meu Pé de Árvore, Vollare e Hunim e foi lançada internacionalmente em outubro de 2024, durante a COP16 da Convenção sobre Diversidade Biológica, em Cali, Colômbia, como projeto piloto para o desenvolvimento de uma nova abordagem de créditos de biodiversidade em territórios indígenas. Saiba mais aqui

Quer fortalecer ambas as comunidades? Entre em contato para apoiar:

  • A certificação do projeto (desenvolvimento das atividades do ano 1)
  • As ações de conservação definidas pela comunidade (que proporcionarão a emissão de créditos de biodiversidade) 

 

Área do Projeto: 444.000 hectares

Localização: Territórios Indígenas Nove de Janeiro e Ipixuna, Município de Humaitá, Estado do Amazonas

Bioma: Amazônia

Certificação: Era Brazil

Fase do projeto:

Parceiros:

Biodiversidade Conduru

Medição de Desempenho Positivo em Biodiversidade

O Parque Estadual Serra do Conduru é uma unidade de conservação do Estado da Bahia de 9.275 hectares, considerada uma das principais áreas de Mata Atlântica preservada remanescentes do mundo. Destes, 44 hectares estão sob a gestão da concessionária Serramar Bahia, que tem a missão de fortalecer o ecoturismo, educação ambiental, a pesquisa científica e o turismo de base comunitária, ancorados em conservação. Reconhecido em 1993 pelo Jardim Botânico de Nova York como uma das maiores concentrações de diversidade biológica do planeta (458 espécies arbóreas por hectare), o Parque do Conduru torna-se aderente a uma agenda global extremamente importante: preservação da biodiversidade. Com esse foco, a concessionária iniciou o primeiro projeto do Brasil em unidade de conservação sob concessão dedicado à Medição de Desempenho Positivo em Biodiversidade, abrindo as portas para uma agenda importante que pode viabilizar investimentos em concessões de parques naturais independentemente da sua vocação para visitação. Projeto com duração de 20 anos.

Área do Projeto: 44 hectares

Localização: Área de Concessão do Parque Estadual Serra do Conduru, Município de Uruçuca, Estado da Bahia

Bioma: Mata Atlântica

Certificação: Life Institute Global

Fase do projeto:

Parceiros:

Tecendo Regeneração | Etnoturismo e Ancestralidade

Turismo regenerativo, bioconstruções, bioeconomia, ativos socioambientais

O Projeto Tecendo Regeneração | Etnoturismo e Ancestralidade, patrocinado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal, é uma iniciativa liderada por duas associações de mulheres indígenas no Estado do Acre, conectando a Aldeia Segredo do Artesão, na TI Praia do Carapanã, em Tarauacá, e a Aldeia Morada Nova, na TI Katukina/Kaxinawá, em Feijó. Saiba mais aqui

Partindo dos saberes, prioridades e formas próprias de organização das mulheres e de suas comunidades, o projeto integra turismo regenerativo, restauração ecológica, bioeconomia, fortalecimento cultural e ação climática, transformando conhecimento ancestral em estratégias concretas de proteção da floresta, autonomia e geração de renda.

As ações estão estruturadas em eixos complementares: 

  • implantação de 6 hectares de sistemas agroflorestais (SAFs), com espécies escolhidas pelas comunidades e ênfase no cultivo do algodão para o resgate da tecelagem ancestral; 
  • fortalecimento da bioeconomia e da soberania alimentar; 
  • implantação de infraestrutura comunitária de baixo impacto, incluindo Casas de Saberes, hospedarias e intervenções construtivas para o etnoturismo; 
  • formação em turismo étnico e regenerativo; e 
  • mensuração dos impactos climáticos e socioambientais, incluindo carbono, biodiversidade e empoderamento feminino.

Mais do que implementar ações isoladas, o projeto conecta floresta, cultura, clima e geração de renda em uma estratégia construída e liderada por mulheres indígenas, beneficiando diretamente mais de 1.000 indígenas nas duas aldeias-piloto e com potencial de impactar mais de 2.000 indígenas nos dois territórios.

Quer fortalecer ambas as comunidades? Entre em contato para apoiar:

  • Fortalecimento da bioeconomia e jóias étnicas (miçanga)
  • Construção de escolas
  • Implantação de açude para cultivo de peixes
  • Implantação de infraestrutura de saneamento básico

 

Localização: 

Aldeia Segredo do Artesão, Território Indígena Praia do Carapanã, Município de Tarauacá, Estado do Acre.

Aldeia Morada Nova, Território Indígena Katukina/Kaxinawá, Município de Feijó, Estado do Acre.

Bioma: Amazônia

Fase do projeto:

Parceiros:

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